Após uma semana de frio intenso no RS, com temperaturas negativas em todo o interior os Trilheiros do Sul rumaram para a localidade de Barro Branco em Riozinho e passaram um final de semana hospedados na cabana Nhuporá. Um belíssimo e aconchegante lugar para visitar.

Saindo de Porto Alegre no sábado pela manhã com o sol brilhando todo o caminho, o grupo percebeu que a grande quantidade de roupa que levavam seria desnecessária, pois a temperatura seguiria amena.

Fotos: Fabiano Riffatti


Nossa idéia era, em primeiro lugar, visitar a cachoeira da Linha 7 que ficava no caminho, antes de subir o morro em direção à cabana.

Deixamos os carros no início da trilha, na beira do rio, e iniciamos a busca da cachoeira. A trilha foi de obstáculos típicos da beira de rio: mato, muitas pedras, barrancos, atravessar o riacho e alguma lama para dar emoção. Destaque especial para nossa trilheira Heidi no sétimo mês de gestação da Catarina e para o Emerson esposo da Heidi que carregava o filho do casal, o Bernardo de dois aninhos de idade! O amor deste casal pelas trilhas não tem tamanho e fizeram enfrentar os obstáculos sem maiores dificuldades.

Ao chegar à cachoeira, além da beleza natural ainda fomos surpreendidos com uma turma de jovens que tomavam banho na água gelada e um deles peladão, como veio ao mundo e em alta meditação!

Fotos: Fabiano Riffatti


Após muita contemplação da bela cachoeira e várias fotos seguimos viagem em uma subida íngreme e estreita de aproximadamente até a cabana Nhuporá.

Os Trilheiros foram recebidos pelo atencioso anfitrião Paulo R. Marques de Fernandes, proprietário da cabana e pessoa boníssima de quem os Trilheiros só trazem boas recordações. O grupo também foi calorosamente recepcionado pelos cães Xirú e Teca. O Xirú passou o final de semana fazendo companhia e disputando atenção do grupo.

Após a recepção, o grupo descarregou os carros, alocou as bagagens na cabana e de imediato acendeu o fogo na lareira central da sala e iniciaram os preparativos para o merecido almoço. Cada um fez o seu almoço como havia sido combinado de antemão. Um almoço bem prático!

Almoçados e com a louça limpa, o grupo decidiu passear em volta pela propriedade, principalmente os que visitavam o local pela primeira vez.

Ao final da tarde nos deslocamos para os fundos da propriedade para apreciar um lindo pôr-do-sol com uma vista fantástica onde o astro-rei se escondia entre inúmeras montanhas ao longe. De lá também se via a cachoeira que se havia visitado no inicio da tarde.

Fotos: Fabiano Riffatti


Após o retorno, na cabana, os preparativos da janta se iniciaram. O pessoal dividia as tarefas entre si com, uns cuidando do fogo que aquecia a cabana, outros preparando a comida, uns abrindo os trabalhos etílicos, preparando um gostoso quentão para a galera.

O cardápio foi uma maravilhosa sopa polonesa de legumes com beterraba, chamada de Borsch (em russo e polonês) preparada pela “Chef” Heidi e auxiliada pelo esposo Emerson.

Após a janta e a limpeza da cozinha o grupo ficou curtindo o calorzinho da lareira, tomando um vinho e curtindo um bom bate papo.

No domingo, após uma ótima noite de sono, com uma temperatura agradável e após tomar um café da manhã com direito a bolo feito na hora e quentinho começamos, aos poucos, a nos preparar para seguir a estrada até a aldeia indígena que fica a seis quilômetros da cabana.

Fotos: Fabiano Riffatti


A caminhada foi em estrada de terra bem enlameada, mas em razoáveis condições. Chegando lá fomos recepcionados por um dos poucos remanescentes da tribo, pois a maioria migrou para Maquiné, onde há mais recursos. O que chamou a atenção do grupo e principalmente dos profissionais da saúde, foi o prédio do que deveria ser um posto avançado de saúde para os habitantes da aldeia. Uma construção de dimensões consideráveis, com um provável alto custo, que nunca foi utilizado e permanece lá impassível e tristemente inútil.
Após conversar um pouco, ver e adquirir algum artesanato feito pelos índios o grupo pegou a estrada de volta. O caminho de volta foi sem maiores transtornos.

Como a Heidi não fez a trilha indígena, pois era bem longa e cansativa, na nossa volta ela nos recepcionou com o almoço, um saboroso arroz com charque que aguçou o apetite e a gula do pessoal. 

Fotos: Fabiano Riffatti

Após o almoço e depois de curtir uma preguicinha se iniciou a organização das coisas para retornar para a civilização.
Era o inicio do termino do final de semana...

Por volta das 17hs, havia chegado a hora de tirar a foto oficial e se despedir do amigo Paulo e dos carinhosos cães Xiru e Teca e retornar pra Porto Alegre após mais um final de semana em companhia dos grandes amigos Trilheiros.

Os Trilheiros do Sul agradecem aos amigos que estiveram presentes nesse passeio, Fabiano Riffatti,Vanessa Casagrande, Ricardo Mentz,Miriam Becker, Cristina Correa(Kitty), Adalberto Amaral, Heidi Moraes, Emerson Moraes e o pequeno Bernardo Moraes de apenas 2 anos.
E fazem um agradecimento especial ao Paulo Marques proprietário da cabana Nhuporá.


Fotos: Fabiano Riffatti

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