Riozinho 09 e 10.07.2011
Após uma semana de frio intenso no RS, com temperaturas negativas em
todo o interior os Trilheiros do Sul rumaram para a localidade de Barro
Branco em Riozinho e passaram um final de semana hospedados na cabana
Nhuporá. Um belíssimo e aconchegante lugar para visitar.
Saindo
de Porto Alegre no sábado pela manhã com o sol brilhando todo o caminho,
o grupo percebeu que a grande quantidade de roupa que levavam seria
desnecessária, pois a temperatura seguiria amena.
![]()
Nossa idéia
era, em primeiro lugar, visitar a cachoeira da Linha 7 que ficava no
caminho, antes de subir o morro em direção à cabana.
Deixamos os
carros no início da trilha, na beira do rio, e iniciamos a busca da
cachoeira. A trilha foi de obstáculos típicos da beira de rio: mato,
muitas pedras, barrancos, atravessar o riacho e alguma lama para dar
emoção. Destaque especial para nossa trilheira Heidi no sétimo mês de
gestação da Catarina e para o Emerson esposo da Heidi que carregava o
filho do casal, o Bernardo de dois aninhos de idade! O amor deste casal
pelas trilhas não tem tamanho e fizeram enfrentar os obstáculos sem
maiores dificuldades.
Ao chegar à cachoeira, além da beleza
natural ainda fomos surpreendidos com uma turma de jovens que tomavam
banho na água gelada e um deles peladão, como veio ao mundo e em alta
meditação!
![]()
Após muita contemplação da bela cachoeira e várias
fotos seguimos viagem em uma subida íngreme e estreita de
aproximadamente até a cabana Nhuporá.
Os Trilheiros foram
recebidos pelo atencioso anfitrião Paulo R. Marques de Fernandes,
proprietário da cabana e pessoa boníssima de quem os Trilheiros só
trazem boas recordações. O grupo também foi calorosamente recepcionado
pelos cães Xirú e Teca. O Xirú passou o final de semana fazendo
companhia e disputando atenção do grupo.
Após a recepção, o grupo
descarregou os carros, alocou as bagagens na cabana e de imediato
acendeu o fogo na lareira central da sala e iniciaram os preparativos
para o merecido almoço. Cada um fez o seu almoço como havia sido
combinado de antemão. Um almoço bem prático!
Almoçados e com a
louça limpa, o grupo decidiu passear em volta pela propriedade,
principalmente os que visitavam o local pela primeira vez.
Ao
final da tarde nos deslocamos para os fundos da propriedade para
apreciar um lindo pôr-do-sol com uma vista fantástica onde o astro-rei
se escondia entre inúmeras montanhas ao longe. De lá também se via a
cachoeira que se havia visitado no inicio da tarde.
![]()
Após o
retorno, na cabana, os preparativos da janta se iniciaram. O pessoal
dividia as tarefas entre si com, uns cuidando do fogo que aquecia a
cabana, outros preparando a comida, uns abrindo os trabalhos etílicos,
preparando um gostoso quentão para a galera.
O cardápio foi uma
maravilhosa sopa polonesa de legumes com beterraba, chamada de Borsch
(em russo e polonês) preparada pela “Chef” Heidi e auxiliada pelo esposo
Emerson.
Após a janta e a limpeza da cozinha o grupo ficou
curtindo o calorzinho da lareira, tomando um vinho e curtindo um bom
bate papo.
No domingo, após uma ótima noite de sono, com uma
temperatura agradável e após tomar um café da manhã com direito a bolo
feito na hora e quentinho começamos, aos poucos, a nos preparar para
seguir a estrada até a aldeia indígena que fica a seis quilômetros da
cabana.
![]()
A caminhada foi em estrada de terra bem enlameada, mas
em razoáveis condições. Chegando lá fomos recepcionados por um dos
poucos remanescentes da tribo, pois a maioria migrou para Maquiné, onde
há mais recursos. O que chamou a atenção do grupo e principalmente dos
profissionais da saúde, foi o prédio do que deveria ser um posto
avançado de saúde para os habitantes da aldeia. Uma construção de
dimensões consideráveis, com um provável alto custo, que nunca foi
utilizado e permanece lá impassível e tristemente inútil.
Após
conversar um pouco, ver e adquirir algum artesanato feito pelos índios o
grupo pegou a estrada de volta. O caminho de volta foi sem maiores
transtornos.
Como a Heidi não fez a trilha indígena, pois era bem
longa e cansativa, na nossa volta ela nos recepcionou com o almoço, um
saboroso arroz com charque que aguçou o apetite e a gula do pessoal.
![]()
Após o almoço e depois de curtir uma preguicinha se iniciou a organização das coisas para retornar para a civilização.
Era o inicio do termino do final de semana...
Por
volta das 17hs, havia chegado a hora de tirar a foto oficial e se
despedir do amigo Paulo e dos carinhosos cães Xiru e Teca e retornar pra
Porto Alegre após mais um final de semana em companhia dos grandes
amigos Trilheiros.
Os Trilheiros do Sul agradecem aos amigos que
estiveram presentes nesse passeio, Fabiano Riffatti,Vanessa Casagrande,
Ricardo Mentz,Miriam Becker, Cristina Correa(Kitty), Adalberto Amaral,
Heidi Moraes, Emerson Moraes e o pequeno Bernardo Moraes de apenas 2
anos.
E fazem um agradecimento especial ao Paulo Marques proprietário da cabana Nhuporá.
Escrito por Ricardo Mentz


























