Tavares - Lagoa do Peixe 20 e 21.11.2010
• ACAMPAMENTO EM TAVARES - LAGOA DO PEIXE - 20 e 21/11/2010
Após um final de semana chuvoso em Praia Grande, os Trilheiros do Sul
estiveram nos últimos dias 20 e 21 de novembro em Tavares, na Lagoa do
Peixe onde aproveitaram um final de semana maravilhoso e ensolarado na
companhia dos amigos.
O passeio foi entendido aos amigos do Sul Foto
Clube de Porto Alegre, que foi representado por quatro fotógrafos que se
integraram perfeitamente ao grupo enriquecendo o passeio e aumentando a
diversão.
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O grupo saiu de Porto Alegre por volta das 8 da manhã e
percorreu a RS-40 até Capivari, onde pegou a BR-101 em direção a estrada
do inferno, estrada essa que os levaria até o município de Tavares,
local onde o grupo ficaria acampado.
Chegando em Tavares o grupo se
dirigiu até o Hotel Pousada Parque da Lagoa, onde encontraram o seu
guia, o Junior. Ele os conduziu até a fazenda do Batista, onde o grupo
ficaria acampado.
Haviam duas opções de lugar para acampar:
Na
beira da Lagoa dos Patos, próximo de uma cabana que poderia ser refugio
para o grupo ou próximo de um galpão com um estilo mais rústico, mas que
oferecia uma certa infra. Nesse local as barracas poderiam ficar sob a
sombra de eucaliptos, além de haver um lindo túnel verde no caminho que
os levaria até as margens da lagoa. Os Trilheiros optaram por esse lugar
para permanecer, pois com os dias de sol que o final de semana
prometia, as sombras das arvores eram muito bem vindas.
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Após a
montagem das barracas e um reconhecimento do local o grupo iniciou os
preparativos para o almoço. Almoçados, o grupo começou a se ambientar,
enquanto alguns se deitavam em redes, outros faziam fotos e havia os que
planejavam uma caminhada para a tarde. Decidiram fazer uma caminhada
pela beira da Lagoa dos Patos até o farol de Tavares. Segundo o guia,
Junior, caminhada teria aproximadamente 6 km de distância. O grupo
partiu então para a caminhada curtindo a bela paisagem do caminho que
levava até a lagoa e depois da própria margem da lagoa. Ali o grupo se
dividiu entre os que ficariam fotografando as redondezas e os que se
jogariam em uma caminhada mais extensa até o farol de Tavares. Uma
caminhada de aproximadamente 8 kilometros costeando a margem e passando
por embarcações abandonadas, aves e sambaquis. No percurso o grupo se
dividiu e alguns chegaram junto com o Junior no farol, onde subiram para
ter um vista privilegiada do local. Para trás haviam ficado Ondrej e
Veronika, que a seguir alcançaram o grupo de ponta. Os retardatários, já
haviam desistido de chegar ao farol, pararam para descansar e
conversar, e enquanto decidiam de tentariam alcançar o 1º grupo os
avistaram e foram ao seu encontro. Para a surpresa o farol estava a dez
minutos de caminhada. Todos incitaram que os retardatários seguissem até
o farol, pois valeria a pena, e eles já haviam caminhado tudo aquilo.
Então veio o desafio: “Nós vamos se vocês foram com a gente!!”
Desafio lançado, desafio aceito!
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O grupo inteiro se deslocou para o farol onde todos apreciaram um bonito por de do sol na lagoa.
Com
o cair do sol, o grupo iniciou o retorno e tiveram a grata surpresa de
poder apreciar a lua nascendo atrás do farol. A caminhada de volta foi
tranqüila num clima de descontração e brincadeiras, apesar do cansaço
ser grande os Trilheiros ainda tinham disposição para apostar uma
corrida e colher cebolas que seriam assadas no fogo dechão logo em
seguida.
De volta ao galpão era hora de iniciar os preparativos para a
janta. A programação previa xixo no disco de arado. E enquanto alguns
tomavam um revigorante banho quente os demais se uniam em uma “linha de
produção” de espetinhos que fez o trabalho de montar todos os xixos, uma
prazerosa brincadeira. Todos estavam integrados e os xixos fizeram a
alegria de todo o grupo, que estava faminto!!
Ao final do jantar, o
pessoal começou a se recolher para suas barracas, pois a programação
previa acordar as 8:30 para ir, enfim, visitar a Lagoa do Peixe.
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Com
efeito, no horário marcado, quem ainda não estava de pé se acordava e
iniciava os preparativos para a caminhada tão esperada. O Junior foi
pontual e após todos tomarem o desejum, partiram com os carros na
direção do objetivo.
Já dentro da área particular que os levaria até
a Lagoa do Peixe o grupo deixou os carros estacionados e seguiu
caminhando por uma paisagem bucólica e singular. Mata atlântica, campo e
areia se fundem em um visual muito interessante, somando ao azul do céu
refletido nas águas dos banhados, riachos e lagoa, era como estar
adentrando em um éden. Não fosse pela quantidade de bovinos encontrados
já dentro da reserva. A quantidade de gado e principalmente seus
excrementos é algo impressionante para um santuário ecológico como é
considerada a Lagoa do Peixe. Mas o gado não atrapalhou o passeio ou
reduziu a beleza do lugar. Pelo contrario assustados com os estranhos
visitantes, fizeram uma travessia em um riacho que rendeu um dos belos
momentos do passeio.
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Outro momento marcante foi a constatação da
presença dos Flamingos na lagoa. Ao confirmar a presença deles os
fotógrafos que compunham o grupo iniciaram uma incursão direta para
dentro de um pontal de banhado na tentativa de chegar o mas próximo
possível das cobiçadas aves. Roberto Canti deu a instrução: “Andem em
linha. Assim as chances de as aves assustarem e voar são menores.” Foi o
que fizeram. Chegaram até a margem da lago sem que os Flamingos
alterassem seu balé em bando. Foram diversos cliques dos pássaros, que
pareciam fazer pose. Logo os outros participantes foram chegando para
também apreciar a beleza do bando mais de perto.
Do outro lado do
Pontal, no entanto, outro integrante tentava uma aproximação ousada,
indo de frente ao encontro dos Flamingos. O resultado foi uma revoada
linda, sobre as cabeças de todos. Como uma exibição os pássaros deram
mais de 3 voltas sobre o grupo todo até se sentir seguro e pousar
novamente em outro local. Ninguém ousou dizer que não foi um espetáculo
maravilhoso ver esses pássaros lindos voando.
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A seguir outro
desafio aguardava principalmente os fotógrafos que acompanhavam o grupo.
Uma travessia de riacho com água pelo menos até a cintura. O medo maior
era de molhar os sensíveis equipamentos de fotografia. Mas, corajosos, e
estimulados pelos Trilheiros mais experientes todos atravessaram o
riacho em segurança, mesmo que sob brincadeiras e alguns protestos.
Do outro lado após calçar as botas a caminhada prometia ser longa. O próximo objetivo era chegar até o mar.
Um
capão de mato muito distante mostrava o quanto o grupo teria que
caminhar. Segundo o Junior, 4 kilometros, a julgar pelo esforço e pelo
cansaço, bem mais de 6. No capão o grupo teve 3 baixas que, cansados
decidiram ir retornando pelo mesmo caminho, devagar ao ponto de serem
alcançados pelo grupo primário no seu retorno.
Esse grupo por sua vez
incutia uma marcha forte na ânsia de chegar logo no mar. Mas o capão
era apenas metade do caminho. Ainda havia muito chão pela frente.
Por
fim o grupo alcançou o mar. Exaustos, mas realizados, nem tanto em ver o
mar da nossa costa, tão parecido em sua extensão, mas pelo desafio
vencido.
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Ali, o grupo lanchou, alguns molharam os pés no mar e todos descansaram merecidamente ao som das ondas.
O
retorno foi infinitamente mais rápido, levando uma hora para o grupo
chegar até a travessia do riacho. Terminada a caminhada e de volta aos
carros o grupo se deslocou até o local do acampamento para desmontar as
barracas e recolher as coisas antes do café que apontaria que
infelizmente o passeio vinha chegando ao seu final.
Acampamento
desmontado e materiais guardados o grupo rumou para uma fazenda vinhas
onde foram recepcionados pelo João Batista da Lagoa Expedições Turismo -
Hotel Parque da Lagoa e pelo Sr. Manoel e família que forneceram para
todo o grupo um café típico repleto de coisas saborosas.
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Após o café o grupo agradeceu e se despediu do Batista e do Junior, que foram extremamente atenciosos durante todo período de organização e realização do evento e do seu Manoel e família que proporcionaram a deliciosa refeição, pegaram os carros de retornaram a Porto Alegre para mais uma aventura na estrada do inferno, antes de chegarem em casa. Mas isto é história para outro relato...
Veja todas as fotos desse passeio
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Escrito por Fabiano Riffatti (RedBull)


























