Dia 10 de outubro, as vésperas de um feriadão, os membros dos Trilheiros do Sul, que não foram viajar, se reuniram para fazer um trekking em um local que pouca gente sabe o quão lindo é. O grupo subiu até o Morro Santana para poder conhecer um pouco mais das belezas naturais de Porto Alegre.

Um sábado com céu limpo e temperaturas agradáveis eram o convite perfeito para uma caminhada. E partindo da frente da Faculdade Porto Alegrense (FAPA) os Trilheiros iniciaram uma caminhada até o pé do morro Santana, onde no limite do bairro, iniciava a trilha principal que levaria o grupo até o topo.
A trilha íngreme, não deixava que o grupo visualizasse o destino, mas recompensava plenamente ao olhar para trás e perceber que mesmo no inicio da subida a vista que se podia ter da cidade era algo fabuloso. As chuvas passadas criaram pequenas vazantes de água morro abaixo criando pequenos riachos que corriam em direção a cidade.

Lá em cima o grupo caminhou até um pequeno bosque de altos eucaliptos e fizeram seu primeiro descanso. Após alguns minutos à sombra, retomaram a caminhada, agora seguindo para o lado de trás do morro. Deixando para trás a vegetação rasteira, característica da face que fica voltada para Porto Alegre, e entrando em uma mata densa e fechada com apenas uma trilha bem demarcada, onde era possível apreciar o canto dos pássaros e após alguns minutos de caminhada ouvir o ruído forte de água corrente.
Não demorou muito para o grupo encontrar o riacho que “cantava” e corria águas cristalinas, tornando difícil acreditar que esse refúgio lindo e natural estava incrustado no meio de Porto Alegre. Vale ressaltar que desde a subida até então o grupo não encontrou muitos resquícios de lixo, o que denota que o morro ainda está bem preservado da intervenção humana em algumas partes.

Após alguns minutos aproveitando a maravilha de um lugar bonito e águas limpas, que foram até bebidas por um membro do grupo e que apesar dos receios não se sentiu mal em nenhum momento, o grupo continuou a caminhada, pois após a confirmação de volume de água no riacho, os próximos objetivos eram as cachoeiras que existem no Morro Santana.
Não demoraram a chegar até a primeira cachoeira. Água limpa, muito gelada, e extremamente convidativa. Com o calor que fazia alguns não resistiram e se renderam ao banho enquanto os outros se contentavam em descansar ao redor da queda d’água.

Dali o grupo seguiu até a segunda cachoeira. A mais alta, com aproximadamente uns 10 ou 15 metros. Essa, infelizmente demonstrando sinais claros de intervenção humana. Com diversos resquícios de atividades religiosas que infelizmente sujam e poluem todo o local, que é lindo de deveria ser respeitado e preservado por todos.
Descendo por uma trilha ao lado da cachoeira até a base o grupo encontrou um local aprazível onde puderam se reunir e fazer seu lanche. Ali fizeram a primeira “foto oficial” do passeio.

Descansados, refrescados e alimentados, retomaram a caminhada que a partir de agora seria seca e com muito sol batendo, pois a parte de mata ficaria pra trás dando lugar a um ambiente meio desértico, arenoso, com pedras, altíssimos eucaliptos e muito pinheiros espalhados. Nessa área do morro há diversas piscinas naturais criadas em meio às formações de pedras que também permeiam o lugar. Nesse ponto também há bastante lixo deixado pelo homem, em uma dessas piscinas naturais jaziam até os restos de um carro.

A trilha a partir desse local levou os trilheiros até a parte de trás do morro, de onde já se podia ver Viamão e barragem da Lomba do Sabão. Também era possível visualizar o topo do observatório da UFGRS escondido no meio da mata.
A essa altura a trilha já era novamente em meio à vegetação rasteira com alguns capões de mata espraiados pela área do morro. Em algum tempo o grupo havia voltado para a face que fica voltada para Porto Alegre e, claro não poderia deixar de visitar as pedreiras. É incrível a sensação causada ao estar na beira daquelas imensas crateras. Dali os Trilheiros seguiram de volta até a trilha inicial, circundando completamente o morro, e passando pelo marco do ponto mais alto da cidade onde fizeram a segunda “foto oficial” do passeio.

De volta a base do morro, grupo caminhou pelo bairro até o estacionamento em Frente a FAPA onde ficaram guardados os carros, cansados, queimados do sol, mas extremamente satisfeitos por ver uma Porto Alegre bem diferente do que estamos acostumados e por perceber que apesar da insegurança, da sujeira deixada e da falta de zelo por quem visita esse lugar tão lindo, ela ainda é um refúgio natural  bem preservado no meio da selva de pedra da nossa cidade.
Participaram desse passeio:
Carol Tempel, Fabiano Riffatti (RedBul), Leonardo Vianna, Luciana Maines, Ricardo Zelanis, Marina Zelanis e Suzi Soares.

 

 

 

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